“Gorda má”: Criança localizada no Maranhão presta depoimento e aponta possibilidade de cativeiro

O caso das crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, ganhou um novo desdobramento após o depoimento do menino de oito anos que foi localizado com vida.

As autoridades investigam agora a hipótese de que os outros dois menores, primos do garoto resgatado, possam estar sendo mantidos em cárcere privado.

A nova linha de investigação surge a partir das primeiras declarações fornecidas pela criança às equipes de segurança e assistência social.

O menino, que possui transtorno do espectro autista, foi encontrado em uma região de mata próxima à comunidade quilombola onde a família reside. Seu reaparecimento trouxe alívio, mas também novas preocupações quanto ao destino de seus primos, um menino de quatro anos e uma menina de seis, que desapareceram na mesma ocasião.

As buscas permanecem intensas na região, mobilizando forças policiais e moradores locais. Segundo informações preliminares ligadas à apuração do caso, o relato da criança sugere que o grupo não apenas se perdeu na vegetação, mas que pode ter havido interação com terceiros.

A polícia mantém cautela sobre os detalhes do depoimento para não comprometer o andamento das diligências, mas a possibilidade de cativeiro passou a ser considerada seriamente pelas equipes de inteligência que atuam na operação.

A Secretaria de Segurança Pública reforçou o efetivo na área, utilizando drones, cães farejadores e helicópteros para vasculhar locais de difícil acesso indicados ou sugeridos pelas novas evidências.

A prioridade é checar qualquer estrutura ou local suspeito nas redondezas que possa servir de esconderijo, dado o caráter urgente que a hipótese de sequestro ou cárcere impõe às buscas.

O desaparecimento do trio ocorreu quando as crianças saíram para brincar nas proximidades de casa, em um povoado rural de Bacabal. Desde o sumiço, a comunidade local tem se mobilizado em vigílias e grupos de busca voluntária, apoiando o trabalho oficial das forças de segurança.

A localização do menino de oito anos renovou as esperanças, mas o mistério sobre os outros dois menores mantém o clima de tensão. As autoridades pedem que qualquer informação relevante seja repassada imediatamente aos canais oficiais de denúncia.

O sigilo da investigação é mantido para garantir a integridade das crianças que ainda não foram localizadas, enquanto a perícia analisa elementos materiais e o depoimento colhido para traçar os próximos passos da operação de resgate.