O menino de 8 anos, encontrado com vida após desaparecer em Bacabal (MA), prestou novos esclarecimentos às autoridades sobre o caso que envolve o sumiço de seus dois primos.
Em depoimento acompanhado por psicólogos e familiares, a criança forneceu detalhes cruciais sobre o período em que o grupo permaneceu na mata. As informações, colhidas nesta semana, ajudam a traçar a cronologia dos fatos desde o último domingo (4), quando os três saíram para brincar na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos.
Segundo o relato, o garoto afirmou que não houve participação de terceiros no desaparecimento, descartando, neste momento, a hipótese de sequestro que havia sido cogitada inicialmente.
Ele explicou que as crianças entraram na área de vegetação sozinhas e acabaram perdendo a orientação do caminho de volta. O depoimento indica que o grupo permaneceu unido durante os primeiros dias, enfrentando dificuldades de deslocamento no terreno irregular.
Um dos pontos centrais da revelação refere-se ao momento da separação do grupo. A criança relatou que, durante uma forte chuva, deixou os primos mais novos abrigados em um casebre abandonado para tentar buscar socorro.
Ao tentar retornar para o local onde havia deixado os irmãos, ele não conseguiu reencontrar o caminho, acabando por se distanciar ainda mais na tentativa de localizar ajuda.
O menino também mencionou que chegou a carregar o primo mais novo no colo por um período, devido ao cansaço da criança, mas não conseguiu manter o esforço por muito tempo.
Atualmente, o sobrevivente segue internado no Hospital Geral de Bacabal, onde recebe hidratação e acompanhamento médico e psicológico para tratar o trauma e o desgaste físico sofrido durante os dias em que esteve perdido.
Com base nessas novas informações, as forças de segurança reorientaram as estratégias de varredura na região. As equipes concentram esforços para localizar a construção mencionada pela criança, utilizando drones com sensores térmicos e cães farejadores.
A operação completou dez dias nesta terça-feira (13), mantendo a mobilização de mais de 200 agentes das polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros.
A força-tarefa enfrenta desafios logísticos devido à densidade da mata e às áreas alagadas características da região nesta época do ano. As autoridades reforçam que a prioridade absoluta continua sendo a localização dos dois irmãos, de 4 e 6 anos, que permanecem desaparecidos. O governo estadual mantém a estrutura de apoio logístico e de inteligência ativa até o desfecho do caso.
