A Polícia Civil de Roraima prendeu um homem de 46 anos, identificado como pastor evangélico, suspeito de assassinar uma jovem de 23 anos em Boa Vista.
O corpo da vítima, Ana Paula Oliveira da Silva, foi localizado no Rio Cauamé, uma região frequentemente utilizada pelo suspeito para a realização de batismos e cerimônias religiosas.
A prisão ocorreu durante a Operação Arcanum, conduzida pela Delegacia Geral de Homicídios. As investigações apontam que o crime teria ocorrido após um encontro entre o líder religioso e a vítima em um estabelecimento comercial.
Inicialmente tratado como afogamento, o caso sofreu uma reviravolta após a perícia indicar sinais de violência, reclassificando o inquérito para feminicídio. O corpo foi encontrado preso a galhos nas margens do rio, despido e em local de difícil acesso.
Segundo as autoridades, o suspeito possuía um conhecimento detalhado da geografia local, justamente por realizar ritos religiosos naquele trecho do rio.
A polícia apurou que, apesar da posição de liderança espiritual, o investigado frequentava ambientes noturnos incompatíveis com a conduta pregada, o que levantou suspeitas sobre sua rotina e álibis apresentados.
Em depoimento, o pastor confirmou ter estado com a jovem na noite do desaparecimento, alegando ter oferecido apenas uma carona após conhecê-la em um bar.
Ele afirmou que deixou a vítima nas proximidades do rio para comprar bebidas e que foi embora sem presenciar qualquer ato criminoso, negando veementemente a autoria do homicídio.
A versão apresentada pelo suspeito entrou em conflito com elementos colhidos durante a apuração policial, que indicam que ele foi a última pessoa a ser vista com a jovem.
A investigação também revelou que o suspeito teria tentado ocultar evidências após o ocorrido. A Justiça determinou a prisão preventiva para garantir a continuidade dos trabalhos policiais e a preservação das provas.
O caso gerou repercussão na comunidade local devido ao perfil do suspeito, que atuava ativamente em cultos e pregações. A defesa do pastor não se manifestou publicamente sobre os detalhes técnicos do inquérito até o momento.
A Polícia Civil segue aguardando laudos complementares para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público.
