O cenário cultural brasileiro perdeu um de seus nomes mais longevos com o falecimento do ator Pedro Farah, aos 95 anos. O artista, que marcou época em programas humorísticos da Rede Globo, morreu em decorrência de problemas cardíacos.
A confirmação do óbito trouxe à tona homenagens de fãs e profissionais da área, que destacaram a importância de Farah para a comédia nacional. De acordo com relatos familiares, o ator passou mal em casa após sofrer uma hipotensão.
Ele foi socorrido e levado a um hospital particular na capital fluminense, mas o quadro evoluiu para um infarto fatal durante o atendimento. Além do episódio agudo, Farah convivia com um diagnóstico de leucemia crônica, condição que tratava de forma contínua, mantendo sua rotina e lucidez.
Na televisão, Pedro Farah ganhou notoriedade nacional ao integrar o elenco de apoio de “Os Trapalhões”. Seu personagem Farnetto tornou-se uma figura recorrente nos esquetes do quarteto, demonstrando a habilidade do ator em transitar por diferentes tipos cômicos.
A parceria com Renato Aragão, Dedé, Mussum e Zacarias foi um dos pontos altos de sua extensa filmografia. Outro momento de destaque em sua carreira foi a interpretação do copeiro no quadro protagonizado por Agildo Ribeiro, conhecido popularmente como a “Múmia”.
O personagem, que surgiu no “Planeta dos Homens”, ganhou nova vida anos depois no “Zorra Total”, conquistando novas audiências. Farah também atuou em diversas novelas da emissora, incluindo “Êta Mundo Bom!” e “A Dona do Pedaço”.
Apesar da idade avançada, o ator não se aposentou dos sets de filmagem. Seu último trabalho no cinema foi na comédia “Os Farofeiros 2”, lançada recentemente, o que demonstra sua atividade profissional ininterrupta. A filha do ator, Ivete Farah, ressaltou em entrevistas a vontade de viver e a paixão pela arte que seu pai manteve até o fim.
O corpo de Pedro Farah foi velado em cerimônia aberta ao público no Rio de Janeiro, seguida de cremação. O legado deixado pelo humorista atravessa décadas e permanece vivo nas produções que ajudaram a moldar o humor na televisão brasileira. Sua morte representa a partida de mais um ícone de uma geração de ouro da teledramaturgia e do entretenimento nacional.
