O herpes-zóster, popularmente conhecido como “cobreiro”, é uma condição que costuma causar preocupação logo nos primeiros sintomas. Embora esteja relacionado ao mesmo vírus da catapora, ele pode surgir muitos anos depois, de forma inesperada, trazendo dor intensa e lesões características na pele.
Entender como a doença se manifesta e quando buscar ajuda médica é essencial para evitar complicações. O responsável pelo herpes-zóster é o vírus varicela-zóster. Após a pessoa ter catapora, geralmente na infância, o vírus não é totalmente eliminado do organismo.
Ele permanece “adormecido” nos gânglios nervosos e pode ser reativado ao longo da vida, especialmente quando o sistema imunológico está enfraquecido. Situações como estresse intenso, envelhecimento, doenças crônicas ou uso prolongado de certos medicamentos aumentam o risco de reativação.
Um dos principais sinais do herpes-zóster é a dor localizada, que costuma aparecer antes mesmo das lesões na pele. Muitas pessoas relatam sensação de queimação, fisgadas ou sensibilidade exagerada ao toque.
Dias depois, surgem pequenas bolhas avermelhadas, geralmente agrupadas, que seguem o trajeto de um nervo. Por isso, as lesões costumam aparecer apenas de um lado do corpo, com maior frequência no tórax, abdômen, costas ou rosto.
Além das bolhas, o herpes-zóster pode causar sintomas gerais como febre baixa, mal-estar, dor de cabeça e cansaço. Com o passar do tempo, as lesões secam e formam crostas, processo que pode levar de duas a quatro semanas.
No entanto, mesmo após a cicatrização da pele, algumas pessoas continuam sentindo dor na região afetada, condição conhecida como neuralgia pós-herpética, que pode persistir por meses ou até anos.
O diagnóstico do herpes-zóster é, na maioria das vezes, clínico, baseado na avaliação dos sintomas e do aspecto das lesões. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, preferencialmente nas primeiras 72 horas após o surgimento das bolhas.
O uso de antivirais ajuda a reduzir a duração da doença, aliviar os sintomas e diminuir o risco de complicações. Analgésicos e outros medicamentos podem ser indicados para controle da dor.
A prevenção também merece destaque. Atualmente, existem vacinas capazes de reduzir significativamente o risco de desenvolver herpes-zóster e, principalmente, de evitar formas mais graves da doença.
Elas são especialmente recomendadas para pessoas acima de 50 anos ou com condições que afetam a imunidade. Em resumo, o herpes-zóster não é apenas uma “erupção na pele”. Trata-se de uma infecção que pode causar dor intensa e impactos duradouros na qualidade de vida.
Ao notar os primeiros sinais, procurar atendimento médico rapidamente faz toda a diferença para um tratamento mais eficaz e uma recuperação mais tranquila.
