Empresária é presa por racismo contra motoristas de entrega em MS: “Não quero preto na loja”

O homem ofendido pela mulher, Joaquim Azevedo, registrou o boletim de ocorrência logo após o ocorrido. A expectativa é que a empresária faça audiência de tutela na manhã desta quarta-feira (14).
Lojista foi preso na tarde desta terça-feira (15) após crimes de racismo contra um vendedor em Campo Grande. Segundo Joaquim Azevedo, alvo dos insultos, a mulher disse que ‘não quer este negro” na sua loja. Os crimes foram julgados por testemunhas que também testemunharam na esquadra.
O juramento começou quando o homem começou a descarregar a entrega do comerciante. ‘Ela saiu trocada e me xingou na frente da loja quando separei o material dela. Alguns policiais vieram e disseram que ela estava muito nervosa quando disse que estava apenas mandando esse negro ficar com a mercadoria dele”, disse Joaquim.
Quando ele entrou na loja para deixar suprimentos, ele foi atacado novamente.
‘Ela foi até a funcionária e disse que não queria esse negro na loja. Logo depois, me botou para fora”, disse o chapeleiro Joaquim Azevedo.
Uma testemunha presenciou a cena e disse à TV Morena que a situação é inaceitável. ‘Ela estava muito nervosa e disse que o negro não iria à loja. Isso é inaceitável hoje em dia quando você trata uma pessoa como lixo e ainda é racista”, disse.
‘Em 25 anos de negócio, nunca estive nessa situação e fiz entregas pelo Campo Grande. Estou com muita raiva, mas espero que se faça justiça”, finaliza Joaquim.
O Chapeiro registrou Boletim de Ocorrência na Central de Pronto Atendimento (Depac). De acordo com os delegados de plantão ouviram testemunhas e a própria empresária e concluiu-se que se tratava de crime de racismo, não de abuso racial, pois o crime era cometido não apenas a uma pessoa, mas aos negros em geral.
A mulher foi presa durante o ato e encaminhada à Segunda Polícia Civil de Campo Grande. A defesa da empresária não quis comentar o caso. Ela está presa esta manhã.

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