Autoridades de saúde e infectologistas monitoram com atenção o crescimento de casos de infecção pelo fungo Candida auris no Brasil.
Identificado pela primeira vez no país há poucos anos, o microrganismo é classificado como uma ameaça global urgente devido à sua capacidade de resistência a múltiplos medicamentos antifúngicos convencionais.
A disseminação ocorre majoritariamente em ambientes hospitalares, afetando pacientes com sistema imunológico comprometido. A letalidade associada a este patógeno é um dos fatores que mais preocupam a comunidade médica.
Estudos indicam que a taxa de mortalidade entre os pacientes infectados pode variar significativamente, atingindo patamares elevados em casos de infecção invasiva na corrente sanguínea.
Além disso, o fungo possui a característica de sobreviver por longos períodos em superfícies e equipamentos médicos, o que facilita surtos intra-hospitalares.
Desde a confirmação dos primeiros casos em território nacional, diversos surtos foram notificados em diferentes estados, exigindo respostas rápidas das agências de vigilância sanitária.
A ocorrência destes episódios tem sido associada, em parte, à sobrecarga dos sistemas de saúde, que propicia condições ideais para a disseminação de microrganismos multirresistentes em unidades de terapia intensiva.
A transmissão acontece principalmente através do contato com superfícies contaminadas ou de pessoa para pessoa dentro das unidades de saúde.
Diferente de outras espécies do mesmo gênero, o Candida auris não responde aos protocolos padrão de desinfecção, exigindo o uso de produtos específicos e rigoroso isolamento dos pacientes colonizados ou infectados para conter a propagação.
Para combater o avanço do fungo, hospitais têm reforçado medidas de higiene e triagem. A identificação precoce de portadores do microrganismo é essencial para evitar que ele se espalhe para outras alas.
As diretrizes incluem a higienização constante das mãos pelos profissionais de saúde e a esterilização minuciosa de todo o material utilizado em procedimentos invasivos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém alertas ativos e orientações técnicas para a detecção e notificação imediata de casos suspeitos.
O objetivo é garantir que as instituições de saúde adotem as precauções de contato necessárias imediatamente, bloqueando a cadeia de transmissão e protegendo os pacientes mais vulneráveis internados nas unidades de risco.
