A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ingressou com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal (STF).
A solicitação baseia-se em relatos recentes sobre a deterioração do estado de saúde do ex-mandatário, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o final do ano passado.
O movimento jurídico ocorre na sequência de declarações feitas pelo ex-vereador Carlos Bolsonaro.
Neste domingo (11), ele afirmou que um médico precisou comparecer à unidade prisional para avaliar seu pai, que estaria sofrendo com azia constante, derivada de crises de soluços, além de dificuldades para dormir e se nutrir.
O quadro clínico de Bolsonaro tem exigido atenção médica recorrente. No fim de dezembro de 2025, ele foi submetido a cirurgias para correção de hérnia e controle de soluços crônicos.
Embora tenha recebido alta hospitalar no início de janeiro para retornar à carceragem, os episódios de mal-estar têm sido frequentemente reportados por aliados e familiares.
Carlos Bolsonaro divulgou uma imagem que, segundo ele, retrata o pai durante uma crise de vômito. O ex-vereador atribuiu os problemas de saúde atuais às sequelas do atentado sofrido em 2018 e mencionou também um “grave abalo psicológico” devido ao regime de cumprimento de pena em cela solitária.
Pedidos anteriores de transferência para o regime domiciliar foram negados pelo relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes.
As decisões judiciais mantiveram a custódia na Polícia Federal sob o argumento de que a unidade dispõe de condições para garantir a assistência médica necessária, permitindo inclusive o acesso de médicos particulares e fisioterapeutas.
Jair Bolsonaro foi condenado a uma pena superior a 27 anos de prisão por envolvimento em articulações para um golpe de Estado.
A defesa insiste que a permanência no cárcere agrava a condição física do ex-presidente e aguarda a análise do novo pleito pela Corte Suprema, que ainda não tem data definida para julgamento.
