A localização de um passaporte de Eliza Samudio em um apartamento em Lisboa, Portugal, trouxe o caso de volta ao centro das atenções neste início de 2026.
O documento, que teria sido emitido anos antes do desaparecimento da modelo, foi entregue ao consulado brasileiro e sua autenticidade foi confirmada preliminarmente por fontes oficiais. A notícia gerou grande repercussão e mobilizou a defesa da família.
O passaporte apresenta um registro de viagem para a Europa em 2007, três anos antes do crime que vitimou Eliza em 2010. A ausência de um carimbo de retorno ou de registros migratórios posteriores mantém o mistério sobre a trajetória do documento até a estante onde foi encontrado.
O Itamaraty confirmou que está par de toda a situação e instruiu o consulado sobre os procedimentos legais de guarda do item. Para a família de Eliza, a notícia chegou como um choque.
O irmão da modelo relatou em entrevistas que a descoberta “mexeu com o psicológico” de todos, reacendendo memórias dolorosas e a eterna busca por respostas.
Apesar das especulações que surgiram nas redes sociais sugerindo que Eliza poderia estar viva, os familiares enfatizam que trabalham com a realidade dos fatos jurídicos já estabelecidos no processo de homicídio.
Embora descrentes de uma reviravolta quanto ao destino final de Eliza, a família vê no documento uma “pista” que merece ser investigada a fundo. A principal questão levantada é quem teria levado o passaporte para Portugal e por qual motivo ele foi deixado lá.
A advogada da família informou que solicitará acesso formal ao passaporte e pedirá diligências para rastrear a origem do objeto no imóvel. O ex-goleiro Bruno Fernandes e outros condenados pelo sequestro e morte de Eliza Samudio cumprem suas sentenças ou estão em regimes de progressão de pena.
A Justiça brasileira concluiu, à época do julgamento, que a modelo foi assassinada e seu corpo ocultado. O surgimento do passaporte não anula as condenações, mas abre uma brecha para novas apurações sobre ocultação de provas ou movimentações de terceiros envolvidos no caso.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa aguarda instruções de Brasília para o envio do documento ao Brasil, onde deverá ser entregue à mãe de Eliza, Sônia Moura.
A expectativa é que, com o documento em mãos, a família possa pressionar por uma investigação suplementar que esclareça a cronologia dos fatos e traga, possivelmente, algum novo norte sobre os pertences pessoais da modelo que nunca foram recuperados.
