O governo brasileiro divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (13) em resposta ao recente aumento das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
A manifestação do Itamaraty ocorre na sequência de declarações proferidas por Donald Trump, interpretadas como ameaças diretas à nação persa, o que gerou repercussão imediata na comunidade internacional.
No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores expressou preocupação com a retórica agressiva adotada no cenário atual.
Sem citar nominalmente os termos exatos utilizados pelo norte-americano, o texto brasileiro reforça a posição histórica do país em defesa da solução pacífica de controvérsias e do respeito mútuo entre as nações.
A nota destaca, como ponto central, o pedido para que as vias de diálogo com o Irã sejam mantidas abertas.
Para Brasília, o isolamento diplomático ou a interrupção das conversas representam riscos elevados para a estabilidade do Oriente Médio, devendo-se priorizar a negociação em detrimento de ultimatos ou medidas de força.
O documento reitera os princípios constitucionais que regem as relações internacionais do Brasil, como a não-intervenção e a defesa da paz.
Ao se posicionar, o governo busca preservar sua autonomia diplomática, evitando alinhamentos automáticos que possam comprometer a tradição do país como um interlocutor neutro e mediador.
A reação brasileira surge em um momento delicado, onde a troca de ameaças pode precipitar crises de maior escala.
Analistas de política externa apontam que a manifestação do Itamaraty visa também proteger interesses comerciais e políticos, sinalizando que o Brasil não apoiará escaladas militares unilaterais.
Por fim, o governo reafirmou sua disposição em colaborar com esforços multilaterais que visem a desescalada do conflito. A mensagem conclui que a manutenção do canal diplomático com Teerã é essencial para a segurança global e que o Brasil continuará monitorando a situação com cautela e pragmatismo.
