Padrasto de crianças desaparecidas em Bacabal nega envolvimento e esclarece viagem

O padrasto dos irmãos desaparecidos na zona rural de Bacabal, no Maranhão, pronunciou-se publicamente para refutar as acusações que o ligam ao caso.

Márcio Silva tornou-se alvo de suspeitas por parte da população local após ter viajado para São Luís no mesmo dia em que as crianças, Ágatha Isabelly e Allan Michael, sumiram.

O desaparecimento ocorreu no dia 4 de janeiro, na comunidade Quilombola São Sebastião dos Pretos. Em sua defesa, Silva explicou que o deslocamento estava programado anteriormente e tinha como destino final a cidade de Curitiba, no Paraná, para fins profissionais.

Ele afirmou ter apresentado às autoridades policiais os comprovantes que justificam a viagem a trabalho, buscando desvincular sua saída da cidade do episódio envolvendo os enteados e o primo deles, Anderson Kauã, que foi encontrado com vida dias depois.

Segundo o relato do padrasto, ele estava na companhia da mãe das crianças e se preparava para jantar quando o casal percebeu diversas chamadas perdidas de familiares.

Ao retornarem o contato, foram informados sobre o desaparecimento e, de imediato, cancelaram os planos para se dirigirem ao local das buscas, que já contava com a mobilização de moradores da região.

Sobre a dinâmica do desaparecimento, Márcio comentou as dificuldades em obter informações precisas através de Anderson Kauã, a única criança localizada até o momento.

Ele ressaltou que o menino, diagnosticado com autismo, relatou apenas que o grupo entrou na mata, mas o padrasto não descarta a possibilidade de que terceiros possam ter levado as crianças, citando o uso de algum transporte como carroça.

As forças de segurança do Maranhão mantêm uma operação intensa na região, utilizando mergulhadores e equipamentos de geolocalização.

O depoimento de Márcio Silva foi analisado pela Polícia Civil, que segue investigando todas as linhas possíveis para elucidar o paradeiro dos dois irmãos que continuam desaparecidos.

Até o momento, a força-tarefa, que reúne Bombeiros, Policiais Militares e voluntários, já vasculhou uma extensa área de mata e lagos.

A prefeitura local ofereceu uma recompensa por informações que levem ao encontro das crianças, enquanto a família aguarda os desdobramentos das perícias e das buscas terrestres.