Sepultamento de mineiros achados mortos em SC é marcado por forte comoção

O sepultamento dos quatro jovens encontrados mortos em Santa Catarina ocorreu no sul de Minas Gerais, marcado por profundo pesar e indignação.

As cerimônias foram realizadas nos municípios de Guaxupé e Guaranésia, onde amigos e familiares se reuniram para a despedida das vítimas, que haviam se mudado para o estado vizinho em busca de oportunidades de emprego.

Devido ao estado avançado de decomposição em que os corpos foram localizados, os velórios foram restritos e os enterros realizados com caixões lacrados.

A impossibilidade de uma despedida tradicional intensificou a dor dos parentes, que relataram a angústia de não poder ver o rosto dos jovens uma última vez antes do sepultamento.

Durante as homenagens, o clima era de revolta, com pedidos reiterados para que as autoridades esclareçam os fatos e identifiquem os responsáveis.

Familiares expressaram incredulidade diante da brutalidade do crime e ressaltaram que os jovens eram trabalhadores em busca de uma vida melhor, rechaçando qualquer justificativa para a violência sofrida.

As vítimas, com idades entre 19 e 28 anos, haviam desaparecido no dia 28 de dezembro após saírem na região da Grande Florianópolis.

A perda de contato preocupou as famílias, que mobilizaram buscas até a confirmação dos óbitos, ocorrida dias depois, quando os corpos foram localizados em uma área de mata.

Os corpos foram encontrados no município de Biguaçu, apresentando sinais de violência e amarras, o que aponta para uma possível execução. A Polícia Civil de Santa Catarina conduz o inquérito e aguarda laudos periciais para determinar as causas exatas das mortes e a dinâmica do crime.

As autoridades trabalham com diferentes linhas de investigação, incluindo a possibilidade de que os jovens tenham sido vítimas de uma facção criminosa. Enquanto as apurações continuam, as famílias em Minas Gerais tentam lidar com a perda repentina e o retorno traumático dos jovens ao estado de origem.