“Toque do celular” motivou pastor a esfaquear esposa grávida, que perdeu o bebê

O toque do celular fez com que o pastor Jorge de Souza Valdez, 44, esfaqueasse a mulher de 41 anos, com 28 semanas de gravidez, no pescoço. Ela foi submetida a uma cesárea de emergência devido à gravidade das lesões e ao risco fetal. O bebê nasceu vivo, mas morreu 3 horas depois. A vítima permanece internada no Hospital Auxiliadora em estado grave.
O caso aconteceu na madrugada de ontem (10), na Rua Copaíba, em Três Lagoas, no apartamento onde o casal morava, com as duas filhas do primeiro casamento da vítima. Os dois viveram juntos por pouco mais de 6 meses, segundo relatos de vizinhos à polícia. Jorge foi multado por feminicídio na forma tentada e por aborto sem o consentimento da gestante. Ele trabalha como pedreiro, mas disse em depoimento que também é pastor na igreja “Resgatando Vidas para o Reino de Deus”.

A briga


Jorge disse à polícia, de acordo com o mandado de prisão em flagrante, que por volta das 16h30 desta segunda-feira (9) foi buscar a esposa na casa da mãe dela. Ao entrar no carro (GM Corsa), a vítima não gostou que ao interrogá-lo, sujou o assento com as suas ferramentas de trabalho. O carro pertence à mulher. Os dois então acabaram se desentendendo.
Ao chegar em casa, descreveu Jorge, a vítima permaneceu incomodada com a situação. Mesmo assim, os dois foram à igreja e, quando voltaram, a mulher voltou a reclamar do banco que ele havia sujado. Por volta da 1h, segundo o interrogador, ele se preparava para dormir, mas sua esposa ainda mexia no celular, no Facebook. Ele então ficou irritado com o barulho, disse à mulher para parar de usar o aparelho e tirou o objeto de sua mão. A primeira informação divulgada pela polícia foi que a vítima estava dormindo quando foi atacada.

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Como foi a discussão

Segundo o pedreiro, os dois discutiram novamente. A mulher ficou chateada e disse a ele para “comer o dispositivo”. Durante a discussão, ainda de acordo com o interrogador, ele pensou em ir ao banheiro, mas viu a mulher indo para a cozinha. Quando achou que a vítima ia atrás de uma faca para atacá-lo, Jorge pegou a ferramenta primeiro. Com medo, a vítima correu para o quarto, mas ele foi atrás e bateu duas vezes no pescoço dela, deixando-a toda ensanguentada.
Jorge então colocou a mulher na cama e ficou desesperado, pensou em suicídio batendo-lhe no ombro direito, mas acabou quebrando o cabo da faca. Após o assalto, o autor ainda disse à esposa: “Olha o que você me fez fazer?” Enquanto isso, as duas filhas mais novas da vítima estavam dormindo em outro quarto. Ele então decidiu ajudar sua esposa por conta própria até o hospital, mas quando saiu de casa encontrou um vizinho, que posteriormente chamou a polícia.

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Pedido de perdão

O interrogador disse que durante a viagem, a vítima não perdeu a consciência em nenhum momento. A esposa, disse Jorge à polícia, chegou a dizer que ia morrer, pensou no filho do casal que esperava e pediu perdão por irritar o marido. Ele também, disse ele, pediu perdão à mulher.
No hospital, a vítima foi submetida a uma cesárea de emergência devido à gravidade das lesões, mas o bebê não resistiu e acabou morrendo às 6h30. Era um menino. Na casa do casal, duas facas ensanguentadas foram apreendidas. A perícia também foi realizada no carro da vítima, usado por seu marido para transportá-la ao hospital.

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Motivo do crime

Quando Jorge foi preso, disse à Polícia Militar que o crime ocorrera “por uma razão fútil, por pura ignorância. O caso ainda está sob investigação pela Barragem do município (Delegacia da Mulher). Por causa dos ferimentos, Jorge também recebeu atendimento hospitalar e após alta foi preso no ato. Ele está preso no estabelecimento criminal de segurança média da cidade.



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