Defesa de Bruno aponta ‘exigências anormais’ e suspende visita a Bruninho

O esperado encontro entre o goleiro Bruno e seu filho Bruninho Samudio foi suspenso nesta quinta-feira (15) por decisão do ex-atleta.

A reunião, tratada inicialmente sob sigilo, foi cancelada após a defesa de Bruno apontar o que classificou como “exigências que fogem da normalidade” por parte da avó materna e tutora do adolescente.

De acordo com a nota emitida, o principal ponto de discórdia foi a determinação de que o pai e o filho deveriam se encontrar sem a presença de terceiros, incluindo representantes legais.

Bruno afirmou que, devido ao histórico jurídico e às medidas restritivas que o impedem de se aproximar do jovem, não poderia aceitar a condição de estar desacompanhado de sua defesa técnica.

O ex-jogador enfatizou que cumpre rigorosamente as determinações da Justiça e que a medida protetiva em vigor exige cautela redobrada.

Para seus advogados, a realização de um encontro presencial sem supervisão jurídica poderia ser interpretada como uma violação das ordens judiciais, o que traria novas complicações legais para o goleiro, que cumpre pena em liberdade condicional desde 2023.

Bruno também expressou desconfiança sobre as intenções reais do agendamento. Ele relatou ter recebido informações de que o ambiente estaria preparado com equipamentos de gravação ocultos, sugerindo que a reunião não teria o caráter privado prometido, mas sim o intuito de expor sua imagem e extrair falas sobre o caso Eliza Samudio.

As acusações do goleiro incluem a suposta participação de profissionais de imprensa na organização do encontro, visando a criação de material para obras audiovisuais.

A defesa de Sônia Moura não se manifestou imediatamente sobre as alegações de armação ou sobre a presença de câmeras no local combinado para a visita.

Bruninho Samudio, hoje com 15 anos e atuando no futebol carioca, é o único filho de Bruno com Eliza Samudio. A tentativa de aproximação ocorre em meio a disputas judiciais contínuas, que envolvem não apenas a questão da convivência familiar, mas também a cobrança de dívidas de pensão alimentícia que se acumulam há quatro anos.