Mãe de gari morto a tiros não resiste a velório e….

Na manhã desta terça-feira (12/08), a dor e a tristeza marcaram o velório de Laudemir de Souza Fernandes, um gari de 44 anos que foi tragicamente assassinado enquanto exercia suas funções em Belo Horizonte. O cerimonial ocorreu na Igreja Quadrangular, em Nova Contagem, onde sua mãe, abalada pela perda, passou mal e precisou ser levada a um hospital. A situação reflete o impacto devastador que a violência pode ter nas famílias, especialmente em momentos de luto.

Laudemir foi morto em um incidente que teve início em uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre. O motorista de um carro BYD cinza, identificado como Renê da Silva Nogueira Júnior, teria ameaçado a condutora de um caminhão de coleta de lixo antes de disparar contra o gari, atingindo-o na região torácica. Mesmo sendo rapidamente socorrido e levado ao Hospital Santa Rita, ele não sobreviveu aos ferimentos. O crime gerou indignação e luto não apenas entre os familiares, mas também entre os colegas de trabalho e a comunidade local.

A esposa, enteadas e uma filha de 15 anos de Laudemir expressaram sua profunda dor pela perda. Jessica França, enteada do gari, relatou que a família está devastada e sem chão. Para a mãe da vítima, essa foi a terceira vez que ela teve que sepultar um filho, uma tragédia que a deixou em estado crítico de saúde. A Localix Serviços Ambientais, onde Laudemir trabalhava, lamentou sua morte e destacou o caráter exemplar do funcionário, que era conhecido por seu compromisso e dedicação ao trabalho.

Após o disparo, o suspeito fugiu e foi encontrado pela polícia em uma academia no bairro Estoril, onde foi preso sem resistência. Renê, que tem um currículo profissional impressionante e é casado com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. Sua prisão foi confirmada pela Polícia Civil, que também anunciou a instauração de um procedimento para investigar a conduta da delegada, dada a relação pessoal com o acusado.

O empresário Ivanildo Gualberto Lopes, sócio-proprietário da Localix, expressou sua revolta e pediu justiça, ressaltando a importância do respeito ao trabalho dos garis, que desempenham um papel vital na saúde pública. Laudemir foi descrito como uma pessoa pacífica que buscava apaziguar conflitos, e sua morte foi considerada um ato de crueldade sem justificativa.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, Renê foi preso por homicídio qualificado e ameaça. O crime, que chocou a população, levanta questões sobre a segurança no trabalho e a violência urbana que afeta profissionais em atividades essenciais. A corporação se manifestou em solidariedade à família de Laudemir e reafirmou seu compromisso com a elucidação dos fatos e a busca por justiça.